Conceitos Televisão Digital – Parte 3

Alta definição

A Televisão digital foi lançada no Brasil em 2 de dezembro de 2007, desde então a alta definição é a única vantagem notada pelos telespectadores quando comparada a televisão comum. As Mudanças são significativas, pois a partir de agora o formato de exibição é em widescreen (16:9) e em Alta definição (HDTV com 1.080 linhas) e o Áudio poderá se em estéreo ou surround 5.1.

Ilustração de Alta definição

Ilustração de Alta definição

Interatividade

Prevista para estar disponível no inicio de 2010, a interatividade para dispositivos fixos pode ser encontrada em vários tipos e “níveis” de atuação, porem basicamente podemos defini-la como a gama de serviços disponibilizados pela mídia para permitir ao telespectador alterar-la de maneira direta ou indireta.
A interatividade só é possível devido à existência do middleware na arquitetura da televisão digital, onde esta camada é um software intermediário desenvolvido para funcionar como facilitador para o desenvolvimento de aplicações, abstraindo a complexidade do hardware e possibilitando o desenvolvimento de aplicações com base nas funcionalidades disponibilizadas pelo mesmo. Além das funcionalidades de recepção do sinal, modularização e multiplexação, em geral, todos os middlewares para televisão digital são divididos em duas máquinas: A de apresentação e de processamento. A primeira é responsável por dar suporte a aplicações declarativas que utilizam linguagens como HTML (HyperText Markup Language), XHTML(Extensible HyperText Markup Language), BML(Broadcast Markup Language) e NCL(Nested Context Language). A segunda dá suporte a aplicações que exigem processamento por parte do receptor, utilizando-se de linguagens de programação que aqui serão denominadas de linguagem procedurais, sendo que no mundo da informática, são denominadas de linguagens orientadas a Objeto. Normalmente a linguagem utilizada para o desenvolvimento de aplicações procedurais é o Java através da API JAVA TV.

Arquitetura básica de um middleware

Arquitetura básica de um middleware

Diferente do Padrão de transmissão, o Governo Brasileiro escolheu o middleware desenvolvido nas universidades Brasileiras com apoio do próprio governo através da FINEP (Financiadora de estudos e projetos do Governo Brasileiro) e outros órgãos de incentivo financeiro. Duas destas pesquisas foram realizadas pela UFPB e PUC-Rio e resultaram nos middlewares FlexTV e Maestro respectivamente, evoluindo posteriormente para um middleware único denominado Ginga. A decisão de desenvolver um middleware brasileiro partiu da conclusão dos estudos dos padrões de transmissão existentes, nos quais os middlewares pertencentes ao mesmo são vitais nos tipos de serviços disponibilizados, ou seja, para obter uma completa conformidade na relação de serviços disponibilizados e serviços necessitados, é necessário desenvolver o middleware objetivando as necessidades da sociedade brasileira, dentre elas (um dos principais objetivos do Ginga) o suporte ao desenvolvimento de aplicações para a inclusão social .
Em geral, o Ginga é semelhante aos middlewares produzidos mundialmente, mas foi desenvolvido por brasileiros para brasileiros e com o aval do Governo Federal, demonstrando assim que as universidades brasileiras estão aptas a desenvolver pesquisas de alto nível nesta área. Análogo aos outros middlewares, o Ginga foi projetado com três ambientes: o Ginga – Common Core (CC), Ginga-NCL (Declarativo) e o Ginga-J (Procedural). O primeiro dá o suporte necessário aos outros ambientes que disponibilizam as funcionalidades para o desenvolvimento de aplicações; O Ginga-Ncl é responsável por dar suporte a aplicações declarativas e o Ginga-J a aplicações procedurais. Com o intuito de incentivar o desenvolvimento de aplicações em Ginga-NCL, o Laboratório Telemídia da PUC-Rio desenvolveu e disponibilizou a ferramenta Composer e o emulador Ginga-NCL Player, convocando assim a comunidade acadêmica a desenvolver, cooperar e realizar massivos testes de aplicações no middleware. Posteriormente, através do site http://www.openginga.org/index.html, foi disponibilizado o código do Ginga para toda a comunidade.

Arquitetura Basica do Ginga

Arquitetura Basica do Ginga

Referencias

1 – MORENO, Marcio ferreira. Um Middleware Declarativo para Sistemas de TV Digital. 2006 .Disponível: ftp://ftp.telemidia.puc-rio.br/pub/docs/theses/2006_04_moreno.pdf.

2 – Wiki Ginga-NCL do Site de Software Público do Governo federal. Disponível: http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/ginga/gingancl/one-community?page_num=6.

3 – Normalização TV Digital – ABNT NBR 15606-2. Disponível:

http://www.abnt.org.br/imagens/Normalizacao_TV_Digital/ABNTNBR15606-2_2007Vc_2008.pdf.

4 – ABNT NBR 15606-3 TV Digital. Disponível:

http://www.abnt.org.br/imagens/Normalizacao_TV_Digital/ABNTNBR15606-3_2007Vc_2008.pdf.

5 – Blog TV digital On Line. Disponível: http://tvdigitalonline.blogspot.com/2008/03/tv-digital-melhores-imagens-e-s.html.

6 – Normalização TV Digital – ABNT NBR 15606-1. Disponível: http://www.abnt.org.br/imagens/Normalizacao_TV_Digital/ABNTNBR15606-1_2007Vc_2008.pdf.

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